Cruzeiro vence o Atlético-MG e conquista o Mineiro

Wallyson e Gilberto marcaram os gols da Raposa na Arena do Jacaré. Foi a primeira derrota de Dorival no clássico

O Cruzeiro é o Campeão Mineiro de 2011. Neste domingo, os comandados do técnico Cuca conquistaram o 37° título da Raposa na competição – contando com o Supercampeonato de 2002 – ao derrotar o rival Atlético-MG por 2 a 0, na Arena do Jacaré em Sete Lagoas.

O primeiro gol da Raposa veio apenas aos 30 minutos do segundo tempo com Wallyson, dois minutos após Magno Alves desperdiçar grande chance de gol. O segundo veio aos 42, após bela cobrança de falta de Gilberto. A derrota deste domingo foi a primeira de Dorival Júnior no comando do Atlético contra o Cruzeiro.

O jogo:

A necessidade da vitória para conquistar o título fez o Cruzeiro buscar o ataque desde o início do Superclássico. Com Marquinhos Paraná e Leandro Guerreiro alternando na lateral direita e Everton e Gilberto na esquerda, a Raposa – sem Montillo, que cumpriu suspensão automática – pressionou o Atlético nos minutos iniciais da partida sob a batuta de Roger e empolgado pela presença da torcida cruzeirense na Arena do Jacaré.

Explorando a velocidade de Thiago Ribeiro e Wallyson, o Cruzeiro ameaçava o gol de Renan Ribeiro, mas tinha dificuldades para criar uma boa oportunidade de gol, já que o Atlético, além de marcar com eficiência, buscava o ataque, apesar de ter a vantagem do empate para ser campeão. Magno Alves, com muita velocidade era a válvula de escape do Galo, mas tinha de vencer Gil e Victorino. Além disso, camisa 11 do Atlético não tinha a companhia de Mancini no ataque.

As chances de Roger

O Atlético até ofereceu certa resistência no início do clássico. No entanto, o Cruzeiro tomou as rédeas da partida e teve duas boas oportunidades para abrir o placar. Ambas com Roger. Aos 22 minutos, Thiago Ribeiro venceu a marcação de Guilherme Santos e cruzou para o camisa 7 – que não esperava a furada de Serginho – e não finalizou com força, o que favoreceu Renan Ribeiro. Já aos 28, Roger cobrou falta de longe e o camisa 30 do Galo fez boa defesa.

Nada de gols…

O Cruzeiro era o Senhor do jogo,  mas não alcançou o seu objetivo no primeiro tempo. Wallyson, aos 31 minutos, após falha de Renan Ribeiro, teve duas chances de gol, mas não aproveitou. Sem gol e vendo o título de aproximando do rival, a Raposa ainda correu o risco de ficar em situação ainda mais delicada. Aos 32 minutos, Magno Alves só não marcou graças ao corte providencial de Gil. Primeiro tempo sem gols e com o Atlético campeão.

Segundo tempo:

O Galo voltou com duas alterações para os últimos 90 minutos do Campeonato Mineiro. Renan Oliveira e Mancini, que pouco fizeram na primeira etapa, deixaram o clássico para as entradas de Claudio Leleu e Richarlyson, respectivamente. A intenção de Dorival Júnior era nítida: compactar ainda mais o seu setor de marcação e oferecer companhia a Magno Alves no ataque.

Aos 11 minutos, o gol cruzeirense quase veio. Gilberto lançou Thiago Ribeiro que passou para Roger finalizar para a boa defesa de Renan Ribeiro. Já o Atlético teve de mudar o seu esquema tático. Com a saída de Guilherme Santos, com dores na coxa esquerda, Dorival Júnior teve de colocar Richarlyson na lateral esquerda e com isso, o jovem Bernard foi à campo e aumentou o poderio ofensivo do Atlético, que pouco depois quase marcou. Aos 21 minutos, Leandro Guerreiro na saída de bola e Magno Alves finalizou para a grande defesa de Fábio.

Fábio, o paredão e Wallyson, o herói

Aos 28 minutos, o lance que poderia confirmar o título para o Galo. Magno Alves recebeu, sem marcação, e ficou cara a cara com Fábio, que tirou a bola dos pés do camisa 11 do Galo, que tentou lhe driblar. Dois minutos depois, Wallyson recebeu pela esquerda, passou pela marcação de Serginho e finaliza sem chances para Renan Ribeiro. Cruzeiro 1 a 0.

Wallyson ainda desperdiçaria grande chance aos 35 minutos, mas o gol perdido não faria falta. Aos 41 minutos, Serginho foi expulso após cometer falta em Thiago Ribeiro. Na cobrança, Gilberto, com maestria, venceu Renan Ribeiro. Cruzeiro 2 a 0 e título mais que confirmado.

Já nos últimos minutos do jogo, Gilberto e Roger, mesmo do banco de reservas, ainda seriam expulsos.

FICHA TÉCNICA
CRUZEIRO 2 X 0 ATLÉTICO-MG

Estádio: Joaquim Henrique Nogueira (Arena do Jacaré), em Sete Lagoas (MG)
Data/hora: 15/5/2011 às 16h (horário de Brasília)
Árbitro: Wilson Luiz Seneme (SP)
Auxiliares: Émerson Carvalho (SP) e Marcelo Van Gasse (SP)
Renda/Público: R$293.414,00 – 17.384 pagantes.
Cartões amarelos: Victorino, Gilberto, Leandro Guerreiro, Gil e Fábio (CRU); Leonardo Silva, Mancini, Serginho e Bernard (ATL)
Cartões vermelhos: Serginho (ATL), aos 41’2T, Gilberto (CRU), aos 45’2T e Roger (CRU), aos 47’2T

Gols: Wallyson, aos 30’1T(1-0) e Gilberto, aos 42’2T(2-0)

CRUZEIRO: Fábio; Leandro Guerreiro, Gil, Victorino e Everton (André Dias, aos 18’2T); Marquinhos Paraná, Henrique (Fabrício, aos 26’2T), Roger (Léo, aos 33’2T) e Gilberto; Thiago Ribeiro e Wallyson. Técnico: Cuca

ATLÉTICO-MG: Renan Ribeiro; Patric, Réver, Leonardo Silva e Guilherme Santos (Bernard, aos 14’2T); Serginho, Fillipe Soutto, Renan Oliveira (Claudio Leleu, intervalo) e Giovanni Augusto; Mancini (Richarlyson, intervalo) e Magno Alves. Técnico: Dorival Júnior

Atlético vence primeiro jogo da final contra o Cruzeiro

Galo aproveita ressaca cruzeirense pela eliminação na Copa Libertadores e sai em vantagem na decisão do Mineiro

Apoiado pela Massa, o Atlético-MG saiu na frente na corrida pelo título mineiro, ao vencer o clássico deste domingo contra um Cruzeiro ainda de ressaca pela eliminação na Copa Santander Libertadores. O Galo fez 2 a 1 na Arena do Jacaré e leva uma importante vantagem para o segundo jogo da decisão, domingo. Só que no próximo encontro o mando e a torcida serão do Cruzeiro, que precisará de uma vitória por qualquer diferença de gols para ser campeão. O empate é atleticano.

O Galo fez a festa logo aos cinco minutos de jogo. Mancini sofreu falta de Pablo na esquerda do ataque atleticano. Ele mesmo cobrou e abriu o placar, contando com a colaboração do goleiro Fábio, que ficou parado no meio do gol, esperando um cruzamento. Foi o primeiro gol de Mancini desde que retornou da Itália.

Saiba primeiro as notícias do Galo e da Raposa!

Depois do gol, o Galo tirou o pé do acelerador e chamou a Raposa para o ataque. Mas o time cruzeirense não colocou a bola no chão e buscou o gol através do jogadas aéreas. Não teve sucesso, principalmente porque Montillo não deu o ar da graça.

GALERIA DE FOTOS: Veja as imagens da vitória atleticana

O Cruzeiro aproveitou o buraco na marcação atleticana e chegou ao empate aos 27 minutos. Montillo – que resolveu aparecer – arrancou como uma flecha da esquerda para o meio e deu um belo passe na área para Wallyson, que bateu firme e rasteiro no canto direito de Renan Ribeiro.

Um torcedor revoltado com o empate do Cruzeiro atirou uma bateria de celular nas costas de Wallyson e a agressão será relatada na súmula.

Mas a raiva atleticana passou rápido: só dez minutos. Aos 37, em uma jogada parecida com a que originou o gol celeste, o lateral-direito Patric – que estava sendo vaiado – recebeu dentro da área e bateu cruzado para recolocar o Galo em vantagem.

No intervalo, Cuca tentou acertar a marcação no setor direito da Raposa – por onde o Galo teve mais facilidade de atacar -, sacando Pablo e colocando Leandro Guerreiro. A mexida deu resultado. Mais pelo desinteresse do Atlético em atacar por aquele setor, do que pela atuação de Guerreiro.

Só que ofensivamente não houve reação do Cruzeiro, que não conseguiu criar chances para empatar. Enquanto isso, o Atlético ficou na espera de uma brecha na defesa adversária para aumentar o placar. E poderia ter feito o terceiro se o árbitro Paulo César Oliveira tivesse marcado pênalti em Neto Berola, que entrou no lugar de Magno Alves.

Para dificultar a missão de marcar um gol no clássico, Cuca ainda tirou o atacante Ortigoza e colocou o volante Fabrício. Depois de seis meses sem entrar em campo por conta de uma grave lesão, ele só conseguiu um cartão amarelo.

O Cruzeiro só assustou aos 35 minutos da etapa final, quando Gilberto recebeu o passe da esquerda na área e mandou uma pancada na trave. Única chance clara da Raposa, que não conseguiu empatar e vai ter que tentar reverter a vantagem do Galo no próximo domingo, se quiser o título mineiro. Para dificultar a missão celeste, o meia Montillo ainda foi expulso, já aos 46 do segundo tempo, e está fora da finalíssima.

FICHA TÉCNICA
ATLÉTICO-MG 2 X 1 CRUZEIRO

Local: Arena do Jacaré, em Sete Lagoas (MG)
Data/Hora: 8/5/2011 – 16h (de Brasília)
Árbitro: Paulo César de Oliveira (SP)
Auxiliares: Emerson Augusto de Carvalho (SP) e Roberto Braatz (PR)
Renda e público: R$ 120.640,00 / 17.729 pagantes
Cartões amarelos: Serginho e Neto Berola (ATL); Ortigoza e Fabrício (CRU)
Cartões vermelhos: Montillo 45’/2ºT (CRU)
Gols: Mancini 5’/1ºT (1-0), Wallyson 27’/1ºT (1-1) e Patric 37’/1ºT (2-1)

ATLÉTICO-MG: Renan Ribeiro; Patric, Réver, Leonardo Silva e Guilherme Santos; Fillipe Soutto, Serginho, Bernard (Daniel Carvalho 23’/2ºT) e Giovanni Augusto; Mancini (Wendell 39’/2ºT) e Magno Alves (Neto Berola 18’/2ºT) – Técnico: Dorival Júnior.

CRUZEIRO: Fábio, Pablo (Leandro Guerreiro – Intervalo), Victorino, Gil e Everton; Marquinhos Paraná, Henrique, Gilberto (Dudu 36’/2ºT) e Montillo; Wallyson e Ortigoza (Fabrício 21/2ºT) – Técnico: Cuca.

Raposa perde jogo, a cabeça, e deixa a Libertadores

Nos acréscimos, Cuca deu uma cotovelada em Rentería. Raposa dá adeus ao tri ao perder para o Once Caldas em casa

O Cruzeiro foi impecável até então, era o dono da melhor campanha na Copa Santander Libertadores 2011. Mas os 90 minutos ruins desta quarta-feira bastaram para arruinar os planos de avançar no mata-mata e tentar o tricampeonato. Na Arena do Jacaré, o Once Caldas fez 2 a 0, com gols de Amaya e Moreno, e conseguiu inverter a desvantagem.

A partida teve dois jogadores expulsos. Roger, no primeiro tempo, para o Cruzeiro, e Carbonero, para o Once Caldas, na etapa final. Curiosamente, os gols colombianos saíram após o número de jogadores se igualar em dez para cada lado.

O primeiro tempo marcou um domínio do Once Caldas sobre o Cruzeiro. Com um futebol de posse de bola e jogadas agudas, a equipe colombiana ainda se aproveitou dos erros de passe dos celestes. Aliado a isso, houve também a expulsão do meia Roger, que cometeu duas faltas em carrinhos por trás e ganhou dois cartões amarelos. Ele deixou o gramado quando o relógio marcava 30 minutos de partida.

Antes, as melhores chances já eram do Once Caldas. Em uma delas, Rentería conseguiu boa finalização no canto de Fábio, que fez a defesa. Mas a melhor oportunidade aconteceu logo após o vermelho de Roger. Aos 34 minutos, o mesmo Rentería fez fila na intermediária mineira e finalizou bonito, tirando de Fábio pelo alto. Mas a bola ficou no travessão, para o alívio dos torcedores da Arena do Jacaré.

Antes do intervalo, a Raposa também teve ótima chance. Em passe de Gilberto, Ortigoza entrou sem marcação na área, mas finalizou para fora. Gilberto passou a jogar no meio de campo, já que Everton substituiu Farías para compor a lateral esquerda.

Na segunda etapa, a promessa de Cuca era de um futebol melhor, apesar de jogar com dez. Aos sete minutos, quase saiu o gol. Gilberto fez linda jogada com direito a chapéu e cruzou da direita. Mas o cabeceio de Ortigoza foi fraco e para o alto.

Aos 11 minutos, o Once Caldas também perdeu um jogador por expulsão. Carbonero subiu para disputar de cabeça com Henrique e usou o cotovelo no rosto do meia celeste. O árbitro presenteou o colombiano com o cartão vermelho.

Os colombianos, contudo, chegaram bem perto de abrir o placar aos 20 minutos. Nuñez fez linda jogada pela direita, deu dois cortes que deixaram três defensores da Raposa no chão mas finalizou para fora.

Aos 21 minutos, saiu o gol do Once Caldas. Em jogada de escanteio, Amaya subiu e Marquinhos Paraná só olhou. O defensor cabeceou no ângulo do camisa 1 Fábio.

Cinco minutos depois, Montoya transformou o jogo em pesadelo para o Cruzeiro. Ele marcou o segundo para o Once Caldas, após jogada pela esquerda dos colombianos. A bola sobrou livre para o atacante finalizar.

Lance polêmico aos 37 minutos. Gilberto recebeu na mesma linha de defesa, fez ótimo drible e marcou um golaço. Mas não valeu. O bandeira já havia levantado o braço e o árbitro apitado.

Em seguida, a pressão da Raposa continuava e Everton aproveitou passe errado do Once Caldas. Mas ele chutou para fora.

Mas o Once Caldas também estava ligado. Aos 42 minutos, Rentería chapelou Pablo e finalizou. Mas Fábio fez ótima defesa na saída do gol.

Nos acréscimos, confusão em campo. Cuca pegou uma bola na lateral e, na hora de devolver para Rentería, acabou dando uma cotovelada no atacante. O colombiano sangrou e os jogadores das duas equipes se desentenderam, mas não houve maiores brigas.

Cruzeiro 0 x 2 Onde Caldas (COL)

Local: Arena do Jacaré, em Sete Lagoas
Data / Hora: 04/05/2011, às 21h50 (de Brasília)
Árbitro: Antonio Arias (PER)

Auxiliares: Nicolas Yegros (PER) e Dario Gaona (PER)
Renda / Público: 14.972 / R$ 353.780,89
Cartões amarelos: Farías, Gil (CRU); Henríquez, Rentería (ONC)
Cartão vermelho: Roger, 30’/1ºT (CRU), Carbonero, 11’/2ºT (ONC)

GOLS: Amaya, 22’/2ºT (0-1), Moreno, 26’/2ºT (0-2)

Cruzeiro: Fábio; Pablo, Gil, Victorino e Gilberto; Marquinhos Paraná, Henrique (André Dias, 30’/2ºT), Roger e Walter Montillo; Ortigoza (Dudu, 22’/2ºT) e Ernesto Farías (Everton, 36’/1ºT). Técnico: Cuca.

Once Caldas: Luis Martínez; Elkin Calle, Diego Amaya, Alexis Henríques e Luis Nuñes; Alexander Mejía, Harrison Henao (Pajoy, 10’/2ºT), Claudio Mijabarre (Cuero, 20’/2ºT) e Carlos Carbonero; Dayro Moreno (Micolta, 38’/2ºT) e Wason Rentería. Técnico: Juan Carlos Osorio

Cruzeiro goleia o América/TO e mira a decisão do Mineiro

Em excelente partida dos meias Roger e Dudu, a Raposa goleou o Dragão novamente e se classificou para a final do Mineiro

A previsão era que o Cruzeiro, com a equipe reserva, se segurasse em campo e o América/TO, ciente da dificuldade que teria para reverter o resultado obtido pela Raposa em Teófilo Otoni (8 a 1), não causasse dificuldades ao time celeste no confronto disputado na Arena do Jacaré, em Sete Lagoas, válido pela semifinal do Campeonato Mineiro.

Entretanto, o que se viu foi bastante diferente. A Raposa, mesmo sem precisar de um resultado positivo, se lançou ao ataque e buscou uma nova vitória em Sete Lagoas. Contudo, desta vez, o placar foi menos elástico, 5 a 1 para o Cruzeiro.

Veja os gols da goleada do Cruzeiro sobre o América-TO

Com apenas dois titulares em campo, o Cruzeiro foi para cima do América/TO. Embora a Raposa tivesse uma ótima vantagem, que a permitia perder por até sete gols de diferença, seus reservas queriam mostrar serviço ao técnico Cuca.

A Raposa dominava as ações no início da primeira etapa, contudo, pecava no momento das finalizações. As melhores jogadas celestes saíam dos pés do meia-atacante Roger e do lateral Diego Renan. Acuado, o América/TO não conseguia sair para o jogo. A equipe cruzeirense conseguia fazer pressão na saída de jogo do Dragão.

Após tentar abrir o placar de todas as formas, o gol da Raposa saiu. Depois de um bom escanteio cobrado por Roger, a bola bateu em Pedro Ken e sobrou para o zagueiro Edcarlos finalizar para o fundo da rede de Fábio Noronha.

E o segundo gol celeste não demorou muito para sair. Roger cobrou falta, colocando a bola na cabeça de Pedro Ken, que deslocou do goleiro e saiu para comemorar com a torcida cruzeirense, que presenciava o confronto na Arena do Jacaré.

Na primeira boa jogada do América/TO na etapa inicial, o Dragão diminuiu a vantagem da Raposa no placar. Depois de bom cruzamento de Wellington Bruno, o zagueiro Rodrigo Sena conseguiu antecipar o goleiro Rafael para estufar a rede.

O panorama da partida não foi muito modificado após os gols. O Cruzeiro manteve o domínio da partida, tendo suas melhores jogadas com Roger, que estava em um bom dia. E o América/TO jogava fechadinho, tentando explorar a velocidade de seus atletas de meio de campo para acertar um contragolpe. O primeiro tempo terminou em 2 a 1 para a Raposa. Embora ambas tivessem bastante espaço no setor de criação, o ritmo do confronto era lento e cadenciado.

O segundo tempo começou quente! O América/TO trocou o goleiro Fábio Noronha, que se lesionou, por Eládio. Com menos de quatro minutos em campo, o novo defensor da meta americana já sofreu um gol. Novamente, Roger deu assistência e Edcarlos afundou as redes, mas, desta vez, um golaço!

Pouco tempo depois, o lateral-esquerdo Bruno Barros perdeu a cabeça após uma falta realizada por Dudu. O jogador jogou a bola no meia-atacante do Dragão e recebeu o cartão vermelho, complicando ainda mais a árdua missão do América/TO.

Após a expulsão de Bruno Barros, o Cruzeiro cresceu em campo. Com Roger e Dudu, a Raposa chegava ao ataque e criava excelentes jogadas, levando perigo ao gol de Eládio. O quarto gol do Cruzeiro saiu após uma excelente triangulação entre Pedro Ken, Farías e Dudu, que ficou com a bola de frente para o gol e estufou a rede de Eládio novamente.

Sem ter muito o que fazer e com bastante facilidade, o Cruzeiro trocava bolas no meio-campo e buscava o gol adversário, levando bastante perigo à meta defendida por Eládio.

Quando tudo parecia acabado, Dudu realizou excelente jogada pelo lado direito e deixou nos pés de Farías, que empurrou a bola para o fundo do gol.

FICHA TÉCNICA
CRUZEIRO X AMÉRICA/TO

Local: Arena do Jacaré, em Sete Lagoas
Data / Horário: 1/5/2011, às 16h
Árbitro: Cláudio Mercante (PE)
Auxiliares: Fábio Pereira (TO); Cleriston Rios (SE)
Público / Renda: 4.037 pagantes / R$ 35.405
Cartões amarelos: Marquinhos Paraná, Dudu e Éverton (CRU); Kássio (ATO)
Cartões vermelhos: Bruno Barros (ATO)

Gols: Ecarlos (17′ do 1ºT) (4′ do 2ºT), Pedro Ken (21′ do 1ºT), Rodrigo Sena (24′ do 1ºT), Dudu (27′ do 2ºT), Farías (44′ do 2ºT)

CRUZEIRO: Rafael; Diego Renan, Edcarlos, Léo e Éverton; Marquinhos Paraná (Leandro Guerreiro – intervalo), Pedro Ken (André Dias – 31′ do 2ºT), Dudu e Roger (Gilberto – 29′ do 2ºT); Farías e Ortigoza. Técnico: Cuca

AMÉRICA/TO: Fábio Noronha (Eládio – intervalo); Osvaldir, Rodrigo Sena, Júnior Pereira e Bruno Barros; Araújo, Luizinho, Kássio (Henrique – 30′ do 2ºT) e Wellington Bruno; Leandrinho (Flavinho – 18′ do 2ºT) e Chrys. Técnico: Gilmar Estevam.

No sufoco, Cruzeiro arranca vitória sobre o Once

Sem repetir o bom futebol de outros jogos, Raposa bate o Once Caldas por 2 a 1 e leva vantagem para Sete Lagoas

Foi complicado, mas o Cruzeiro conseguiu vencer o Once Caldas (COL), em Manizales, pela partida de ida das oitavas de final da Copa Santander Libertadores, nesta quarta-feira. O triunfo por 2 a 1, gols de Wallyson e Ortigoza – Nuñes descontou, serviu para deixar a equipe celeste tranquila para a partida de volta, na próxima quarta, na Arena do Jacaré.

Com a vitória, a Raposa chegou à sua décima vitória seguida na temporada, contando a Libertadores e também o Mineiro. Além disso, o time mineiro quebrou a invencibilidade do Once Caldas jogando em casa contra equipes brasileiras.

Mesmo com os desfalques de Thiago Ribeiro e Pablo, os comandados de Cuca souberam segurar o ímpeto dos donos da casa, com ao menos quatro boas defesas de Fábio, destaque do primeiro tempo. Estreante da noite, Brandão até que se movimentou bem, mas sem ritmo de jogo, sentiu falta do entrosamento com os companheiros.

O paraguaio Ortigoza, que entrou no decorrer da segunda etapa, mudou a história do jogo. Primeiramente ele cruzou uma bola na cabeça de Wallyson, que balançou a rede aos 27 minutos e tirou o Cruzeiro do sufoco. Depois, Ortigoza foi lançado com liberdade e deu números finais ao encontro.

No fim, Nuñes se aproveitou de bobeira de defesa e descontou para os colombianos.

Agora, o Cruzeiro volta suas atenções para o Campeonato Mineiro. No domingo, o adversário é o América-TO, em Sete Lagoas, pela segunda partida da semifinal. Na próxima quarta-feira, Cruzeiro e Once Caldas volta a se enfrentar, desta vez na Arena do Jacaré.

PRESSÃO COLOMBIANA

A partida começou muito agitada. Nos primeiros minutos, as duas equipes jogaram soltas e procuraram logo o ataque. O Cruzeiro levou perigo aos três minutos, quando Wallyson lançou Brandão no comando de ataque. O camisa 9 invadiu a área e bateu cruzado, mas Martínez fez grande defesa, impedindo o gol.

O Once respondeu em dois lances incríveis. Aos 11, Moreno arriscou chute da intermediária e acertou o travessão. Três minutos depois, Rentería achou Moreno livre dentro da área. O atacante finalizou fortemente e Fábio defendeu no reflexo, salvando a Raposa.

Depois disso, a partida ficou mais pegada no meio de campo, com domínio dos donos da casa. O Cruzeiro tinha dificuldades para sair jogando e até certa displicência nos passes. Aos poucos, porém, a Raposa foi se acertando em campo.

A cobertura celeste marcava bobeira nos lançamentos e constantemente os atacantes do Once Caldas entravam em velocidade pelos lados, levando perigo ao gol defendido por Fábio. No ataque, Brandão se movimentava bem, mas não se acertava com os novos companheiros.

O setor defensivo do Cruzeiro dava muitos espaços ao Once, sobretudo na cabeça de área. Aos 41, após longa troca de passes na frente da área celeste, Calle arriscou de longe e obrigou Fábio a espalmar para o lado. Dois minutos depois, Moreno recebeu dentro da área, girou para cima de Gil e chutou com força para novo milagre do arqueiro cruzeirense.

No fim do primeiro tempo ficou a impressão de que o Cruzeiro jogava aquém do seu potencial e o empate foi até bom resultado pelo que se viu em campo.

ORTIGOZA MUDA O JOGO

Na volta do intervalo, Cuca reforçou o setor defensivo, promovendo a entrada de Everton no lugar de Roger. Com a mudança, Gilberto passou a jogar no meio de campo, armando o jogo ao lado de Montillo. Aos sete minutos, Brandão arriscou chute com força de fora da área e obrigou Martínez a fazer bela defesa. Na sequência, foi a vez de Gilberto chutar de longe, mas por cima do gol.

A partida perdeu em qualidade técnica, com as duas equipes pouco inspiradas. O Once Caldas tinha mais posse de bola, mas não conseguia acertar o último passe, complicando a vida dos atacantes. Aos 21 minutos, Cuca trocou Brandão por Ortigoza, buscando dar mais mobilidade ao ataque.

Juan Carlos Osorio também fez mudanças, tentando aumentar o poder de ataque do Once Caldas. O atacante Micolta entrou no lugar do meia Mijabarre, enquanto o volante Henao deixou o campo para a entrada de González.

Mas as mudanças de Cuca deram mais retorno. Aos 27 minutos, em boa jogada de Montillo pela meia esquerda, o argentino tocou na linha de fundo para Ortigoza, que cruzou na cabeça de Wallyson. O camisa 16 testou no cantinho de Martínez, abrindo o placar para a Raposa. Foi o sétimo gol do atacante na Libertadores 2011, igualando-se ao argentino Nanni, do Cerro Porteño (PAR), no topo da artilharia do torneio.

Sem muita organização, o Once Caldas foi para cima da Raposa, que se segurou da maneira que conseguiu. O melhor momento dos colombianos foi aos 37 minutos, quando Moreno, dentro da área, finalizou para fora. O troco veio no lance seguinte. Ortigoza foi lançado com categoria por Montillo. O paraguaio invadiu a área e tocou com estilo na saída de Martínez: 2 a 0.

Aos 43 minutos, a defesa celeste marcou bobeira e Nuñes, de cabeça, descontou para o Once Caldas. O sufoco só aumentou, quando aos 45 minutos Fábio fez outra boa defesa em chute de fora da área.

Once Caldas 1×2 Cruzeiro

Estádio: Palogrande, em Manizales (COL)
Data/hora: 27/04/2011 – 21h50 (de Brasília)
Árbitro: Victor Hugo Carrillo (PER)
Auxiliares: Cesar Escano (PER) e Jonny Bossio (PER)
Cartões amarelos: Mijabarre, Carbonero e Meijía (ONC); Henrique, Montillo e Gilberto (CRU)

Gols: Wallyson, aos 27’/2ºT, e Ortigoza, aos 38’/2ºT (CRU); Luis Nuñes, aos 43’/2ºT

ONCE CALDAS: Luis Martínez; Elkin Calle, Diego Amaya, Alexis Henríques e Luis Nuñes; Alexander Mejía, Harrison Henao (Mario González, 23’/2ºT), Claudio Mijabarre (Félix Micolta, 8’/2ºT) e Carlos Carbonero; Dayro Moreno e Wason Rentería. Técnico: Juan Carlos Osorio.

CRUZEIRO: Fábio; Marquinhos Paraná, Gil, Mauricio Victorino e Gilberto (Vítor, 37’/2ºT); Leandro Guerreiro, Henrique, Roger (Everton, intervalo) e Walter Montillo; Wallyson e Brandão (José Ortigoza, 21’/2ºT). Técnico: Cuca.

Cruzeiro dá aula de futebol e humilha o América/TO

Montillo dá show e Raposa está com os dois pés na final do Campeonato Mineiro. A Páscoa chegou antes!

O Cruzeiro está praticamente com os dois pés na final do Campeonato Mineiro de 2011. Neste sábado, a Raposa, com show do argentino Montillo, goleou o América de Teófilo Otoni por 8 a 1, fora de casa, no Estádio Nassri Mattar, em Teófilo Otoni e está muito, muito próxima da final do Campeonato Mineiro.

No próximo domingo, as duas equipes voltam a se enfrentar. Desta vez, o confronto será na Arena do Jacaré, em Sete Lagoas, às 16h. Para se garantir na final do Mineiro, o Cruzeiro pode ser derrotado por sete gols de diferença.

Vale lembrar que no último domingo, o mesmo América de Teófilo Otoni foi goleado pelo Atlético-MG, por 7 a 1, também no Nassri Mattar. Na ocasião, as duas equipes já estavam garantidas na semifinal do Campeonato Mineiro.

Os gols da Raposa em tempo real no seu celular!

Jogo:

Jogo truncado, de muitas faltas e muita marcação no Nassri Mattar. Assim foi o início do confronto entre Cruzeiro e América de Teófilo Otoni. Necessitado da vitória, para inverter a vantagem cruzeirense, o América até pressionou o Cruzeiro e teve algumas oportunidades para abrir o placar. No entanto, os comandados de Gilmar Estevam tinham dificuldade para vencer a marcação azul. Jonatas Obina e Rogélio Ávila tinham de deixar a grande área para buscar o jogo e só Wellington Bruno ofereceu real perigo ao Cruzeiro. Aos 13 minutos, o camisa 10 cobrou falta e Fábio teve de fazer a intervenção.

Com o passar dos minutos, o Cruzeiro encaixou o seu jogo e, a partir de então, o que se viu foi uma grande apresentação da Raposa. Aos 19 minutos, em bela jogada trabalhada pela direita do ataque cruzeirense – que começou com Rogélio Ávila e Araújo perdendo a bola ainda no campo de ataque do América – Montillo deixou Henrique à vontade entre a zaga do América. O camisa 8 recebeu e finalizou sem chances para Fábio Noronha: Cruzeiro 1 a 0.

Rasposa amplia com Gilberto:

O América tentou a resposta dois minutos depois. Osvaldir arriscou finalização de fora da área, mas não era tarefa das mais simples vencer Fábio, que fez a defesa sem grandes dificuldades. Exercendo uma marcação sob pressão, a Raposa voltou a ficar a cara a cara com o gol de Fábio Noronha e foi letal. Aos 31 minutos, Gilberto entrou como quis na pequena área americana, tabelou com Thiago Ribeiro e só teve o trabalho de tirar do alcance de Fábio Noronha. Cruzeiro 2 a 0. Uma verdadeira pintura de gol.

Gilberto comemora o segundo da Raposa (Foto: Leonardo Morais/Hoje em Dia/Futura Press)

O América, ciente de que teria de buscar três gols para inverter a vantagem do Cruzeiro, não diminuiu o seu ímpeto ofensivo. No entanto, os espaços eram poucos na pequena área do Cruzeiro e a melhor chance veio já aos 45 minutos, quando Rogélio Ávila cabeceou por cima do gol de Fábio.

Segundo tempo:

O América voltou para a segunda etapa disposto a mudar o panorama da partida. Em menos de quatro minutos, Leandrinho e Jonatas Obina tiveram boas oportunidades para diminuir o prejuízo diante de sua torcida. No entanto, o Cruzeiro não sentiu a pressão da equipe da casa. Aos nove minutos, Roger cobrou escanteio e o zagueiro Léo, sem marcação, cabeceou sem chances para Fábio Noronha. Cruzeiro 3 a 0.

A pressão passou a ser do Cruzeiro, que não diminui o seu ímpeto. A fome de gols da Raposa era grande. Aos 16 minutos, após novo escanteio de Roger, Léo voltou a vencer Fábio Noronha. Cruzeiro 4 a 0.

A situação do América piorou ainda mais aos 18 minutos, quando Gilberto fez grande jogada e tocou para Montillo, livre marcar o quinto da Raposa. Cruzeiro 5 a 0. Estava fácil, estava muito fácil.

Aos 20 minutos, enfim, veio o primeiro – e único – do América. Wellington Bruno arriscou finalização de fora da área, venceu o goleiro Fábio e fez o gol de honra da equipe da casa. Reação à vista? Não foi o que aconteceu.

Ainda Atordoado em campo, o América nada pôde fazer para impedir o poderio ofensivo do Cruzeiro. Aos 22 minutos, essa tarefa ficou ainda mais difícil. O zagueiro Luis Henrique reclamou em demasia e foi expulso pelo alagoano Francisco Carlos Nascimento. 

Cabia mais. Aos 30 minutos, Araújo derrubou Montillo próximo da pequena área e o árbitro marcou pênalti. Montilo cobrou e fez Cruzeiro 6 a 1. Três minutos mais tarde, Montillo marcou o seu terceiro gol após receber cara a cara com Fábio Noronha e encobrir o goleiro do América, que nada pôde fazer. Cruzeiro 7 a 1 no Nassri Mattar.

E ainda cabia mais. Sim, teve mais! Aos 40 minutos, o árbitro Francisco Carlos Nascimento marcou novo pênalti de Araújo, desta vez em Wallyson, que cobrou e fez Cruzeiro 8 a 1. Fim do show azul em Teófilo Otoni.

FICHA TÉCNICA:
AMÉRICA-TO 1 X 8 CRUZEIRO

Local: Estádio Nassri Mattar, em Teófilo Otoni (MG)
Data/hora: 23/4/2011 às 18h30 (horário de Brasília) 
Árbitro: Francisco Carlos Nascimento (AL)
Auxiliares: José Ricardo Maciel Linhares (ES) e Paulo César da Silva Faria (MT)
Renda/Público: R$ 91.910,00 – 3.389 pagantes.

Cartões amarelos: Luis Henrique, Leandrinho, Jonatas Obina e Araújo (AME); Montillo, Fábio e Gil (CRU)
Cartões vermelhos: Luis Henrique aos 22’2T

Gols: Henrique, aos 21’1T(0-1); Gilberto, aos 31’1T(0-2); Léo, aos 9’2T(0-3); Léo, aos 16’2T(0-4); Montillo, aos 18’2T(0-5); Wellington Bruno, aos 20’2T(1-5); Montillo, aos 31’2T(1-6); Montillo, aos 33’2T(1-7) e Wallyson, aos 41’2T(1-8).

AMÉRICA/TO: Fábio Noronha; Osvaldir, Luis Henrique, Junior Pereira e Bruno Barros; Kássio (Leandrinho, aos 36’1T), Felipe Dias, Araújo e Wellington Bruno; Jonatas Obina e Rogélio Ávila (Chrys, aos 32’2T). Técnico: Gilmar Estevam.

CRUZEIRO: Fábio, Pablo (Leandro Guerreiro, aos 24’2t) , Léo, Gil e Gilberto; Marquinhos Paraná, Henrique, Roger (Everton, aos 27’2T) e Montillo; Thiago Ribeiro (Farías, aos 27’2T) e Wallyson. Técnico: Cuca.

Boa fase não ilude o meia Roger: ‘No mata-mata, qualquer erro é fatal’

Jogador lembra que é preciso ter confiança, mas com respeito aos adversários

Destruir obstáculos! É assim que o meia Roger define o caminho do time rumo ao título da Taça Libertadores. Na fase de grupos da competição, a equipe celeste terminou com a melhor campanha, graças às goleadas que conseguiu aplicar no Estudiantes-ARG, Tolima-COL e Guaraní-PAR. Por mais que o discurso de jogador de futebol seja sempre de ‘respeito’ ao adversário, é inevitável dizer que o time passou com relativa tranquilidade por esses rivais. No entanto, na fase de mata-mata, Roger diz que outra competição se inicia, e avisa que não será nada fácil.

– Nosso objetivo maior é a conquista do título. Sem dúvidas é preciso respeitar todos os adversários, principalmente nesta fase de mata-mata, onde qualquer erro pode ser fatal. Temos que saber como jogar, como enfrentar nossos adversários de uma maneira respeitosa, mas sabemos da nossa qualidade. Foi possível mostrar na fase de grupos, contra adversários fortes, que estamos jogando bem dentro e fora de casa. Temos é que botar tudo no pacote, na mochila, viajar com ela e ir destruindo e passando por esses obstáculos o mais rápido possível.

Com boa campanha também no Campeonato Mineiro, Roger diz que a confiança é importante para o grupo. Além disso, pede humildade aos companheiros.

– Temos que ser confiantes, mas não podemos desmerecer os outros adversários, até porque todos trabalham muito forte para conquistar o título. É muito igual (os times). É preciso continuar com os pés no chão, continuar nosso trabalho forte. Temos que jogar sabendo que o adversário pode nos superar em qualquer partida, então é botar a bunda no chão, é correr, ser humilde em campo, nos ajudar, trabalhar como um grupo, aí sim vamos mostrar nossa força e poderemos ser campeões.

Latino ou brasileiro?

O meia cruzeirense lembra que um dos principais fatores de desgaste de uma competição como a Libertadores começa pelas longas viagens pelo continente. Roger diz que enfrentar um adversário brasileiro poderia amenizar o cansaço, porém, lembra da rivalidade entre os brasileiros do torneio.

– Todos vão ser difíceis. Se for o Fluminense, um clássico nacional, que tem a vantagem de não ter o desgaste com viagem. Por outro lado, (contra adversários de fora do país) não temos essa rivalidade toda, então não temos tanta informação, e viajar muito, desgasta. Tudo tem seus prós e contras.